Tech House – O Rei com o Reino (agora) a seus pés

Tech House – O Rei com o Reino (agora) a seus pés

Após o desafio por parte da Club Dj Portugal, aceitei o desafio de publicar um pequeno artigo para a página em causa.
O principal objectivo deste meu artigo é partilhar convosco a minha opinião (e seria também interessante perceber a vossa), quais as razões pelas quais se verifica um domínio cada vez mais acentuado do Tech House na EDM internacional (e também nacional).
É bem visível a evolução do estilo Tech House (ou vertente do estilo) na última década.

Apresento de seguida, as cinco principais razões para que facilmente se perceba esta minha conclusão.
1 – Top Beatport – nos últimos anos, muitos têm sido as faixas deste estilo que constam no Top 10 do Beatport. A título de exemplo, a faixa «Losing It» de Fisher, foi uma das faixas do verão de 2018, marcou uma forte presença em praticamente todos os festivais (e clubs) mundiais e, para
além disso, esteve durante semanas no Top em causa.

2 – Top 100 Dj Mag – Há uns anos atrás era impensável a presença de Solomun nesta lista. Até porque, para a maioria das pessoas que votou nos primeiros lugares do TOP desta lista, «Solomun» é um dos Palcos do Tomorrowland (ou uma das criaturas fantásticas que animam o
festival em causa).

3 – Diversificação do Género – O Tech House actual é bem diferente do Tech House que se produzia/ouvia há (pelo menos) 10 anos atrás (salvo raras excepções). Ou seja, não se limita a ser o filho tímido do Techno nem o filho arrojado do House e, desta forma, já não é «apenas» uma a faixa ritmada, com base em drumloops de claps e hi hats, verificando-se variações com efeitos e dinamização do kick (onde o auge da faixa seria o buid up intenso onde, até ao drop, cada segundo parecia uma eternidade). O Tech House actual, na sua generalidade é melódico, com um bassline mais intenso e atmosférico e um pouco mais vocal (ainda que muitas vezes
simples).

4 – A Mainstreamização da EDM – Embora a maioria dos dj’s/produtores ligados ao Techno e Tech House não se sintam muito ligados e abrangidos pela «febre» EDM que se vive nos últimos anos (independentemente do facto da sigla EDM não clarificar bem que estilo ou sub estilo de música de dança diz respeito, no entanto, no consentimento geral, refere-se à música de dança no geral), o facto da música de dança «estar na moda», permitiu fusões de vários estilos de música e, por isso, não existe qualquer espanto quando existem remixes de artistas como Kölsch para faixas de Martin Solveig ou até para artistas que nada têm a ver com música electrónica (por exemplo: London Grammar) – sendo o seu resultado soberbo. No mesmo raciocínio, foi
possível este ano assistir a um set de Kölsch no main stage do Tomorrowland (sei que muitos estarão a pensar que, partir do momento que existem djs como Salvatore Ganacci no main stage, tudo será possível, mas não, por caso desta vez, estava a falar em boa música e respeito à ao
mundo da música eletrónica).

5 – É um estilo moderno e cosmopolita – No caso de Portugal, é fácil encontrar nos grandes centros urbanos, espaços nocturnos onde o Tech House é o anfitrião da pista de dança. Isto porque:
a) O Tech House convida, através de uma viagem ritmada, o party people/ouvintes a tentarem perceber qual a mensagem que quer transmitir, não se limitando por isso a transmitir toda a energia/todos os elmentos apenas no(s) drop(s);
b) O Tech House permite um set mais eclético ao dj isto porque, liga bem como a maioria dos estilos/sub-estilo de House e Techno. A título de exemplo, é muito frequente ouvir-se Deep House no início da noite e, desta forma, ver como evolui o set para Tech House (e possivelmente para outros subgéneros);
c) Not everyone understands house music; it’s a spiritual thing, a body thing, a soul thing – Penso que, com esta grande frase da faixa House Music de Eddie Amador, não tenho mais nada a acrescentar.

Obrigado pela vossa atenção.
Keep the vibe alive!
Duarte Rodrigues aka Dudaz

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