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QUERES UM BOLINHO? VAI À DISCOTECA… |

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O dia 30 de Julho de 2020 ficará para a história da indústria da música eletronica Portuguesa como o dia em que o governo liderado por António Costa e os seus súbditos tiveram a ideia luminosa de permitir a abertura dos espaços de diversão noturna de forma condicionada devido à pandemia do covid-19 mas com a obrigatoriedade de estes encerrarem às 20h e terem mesas nas pistas de dança para funcionar no modo café ou pastelaria.

Até aqui, tal notícia, embora desastrosa provoca reações que vão de uma grande gargalhada até ao espanto total!

Já o cenário muda quando pensamos naquilo que pode vir a acontecer à vida noturna nacional e aos empresários do setor que já começam a ver ao longe um futuro negro ou até mesmo de total colapso que pode deixar milhares de pessoas que direta ou indiretamente vivem deste ramo de atividade.

O risco de infeção numa discoteca pode ser superior quando comparado com cafés ou restaurantes? – Sim, pode mas é possível trabalhar com um controlo apertado.

Se o mundo da noite foi sempre o patinho feio para os governantes e os mesmos aproveitam o risco da covid-19 para desprezar o setor? – É claro que sim!

Aos olhos dos governantes, a noite é o centro do álcool, do descontrole, da violência, de tudo o que não interessa à sociedade e a decisão tomada no dia 30 de julho pelo executivo socialista mostra não só um profundo desconhecimento da forma como o setor funciona ao aplicar um horário de funcionamento completamente contrário ao que é habitual nos club´s , como permite apenas que espaços onde pessoas dançam, bebem e se divertem possam abrir com barman’s a servir torradas, sandes mistas e os dj´s a lavar pratos.

Os bares e os club´s em especial são um negócio como qualquer outro e o investimento para abrir uma casa desta natureza atinge por vezes valores verdadeiramente astronómicos!

Os club’s e os bares pagam impostos e contribuições, geram empregos de forma direta ou indireta, fomentam a cultura através da música, são uma fatia importante na faturação de distribuidores de bebidas, empresas de segurança, empresas de limpeza, tipografias, rádios, empresas de som e luz, etc etc.

É mais do que claro que a situação vivida até este momento desde o inicio da pandemia vai fazer vitimas na noite, vai levar casas ao colapso e contribuir para a escalada do desemprego, mas então onde estão as soluções para evitar a falência total do setor?

Que apoios tiveram os empresários da noite até agora?
Quem vai ressarcir os empresários dos direitos de autor pagos para exibir música quando os club´s estão fechados?

Quem garante aos empresários que estes podem usar a sua casa como café ou pastelaria se o registo comercial não estiver preparado para esse efeito?

São muitas as perguntas sem resposta e o caminho vai ser longo e dificil quando aqueles em quem confiamos o nosso voto agora nos abandonam e nos deixam à nossa sorte, sem apoios ou uma garantia de sustentabilidade para o futuro quando foram os mesmos empresários da noite os primeiros a fechar as portas por precaução e deram o exemplo a Portugal inteiro!

O governo traiu a noite nacional!

Admin

03 Ago 2020

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