João Casaleiro

De manager para dj

Todas as provas estão dadas. Portugal é um País com imenso talento musical.
Então, porque é que vemos sempre os mesmos DJs/Produtores a atuar nas dezenas ou até mesmo centenas de eventos nacionais de musica ano após ano?

Criei esta rubrica com o objetivo de quebrar vários mitos criados à volta do profissionalismo de um DJ. O meu objetivo é partilhar os meus conhecimentos adquiridos ao longo de vários anos, para tentar de alguma forma encaminhar os jovens talentos que temos nesta industria.

É normal pairar sempre questões como “Que preço irei pedir?”, “Como posso fazer para entrar naquele evento?”, “Será que esta musica teria sucesso na rádio?”, “Como se faz um Press Kit?”, “O que é aceitável exigir a nível hospitaleiro numa atuação?”, e por ai fora.

Pretendo que os mais jovens percebam: Não basta só talento musical para ter futuro. Sem dúvida que existem as chamadas “soft skills” que são sempre necessárias em todas as profissões para haver sucesso, como saber comunicar adequadamente para se promover, por exemplo.
Hoje em dia um DJ tem de ser o seu próprio RP. No entanto também não aceito que os jovens comecem desde cedo a destruir os seus sonhos só porque não conhecem ninguém nesta industria que os possa promover e “trabalhar” para começarem a atuar em eventos.

Porque sim, eu também comecei do zero e se eu e muitas outras pessoas em Portugal começámos do zero, qualquer um o pode fazer!
Não singram só os chamados “DJ da Cunha” ou os “Managers do Lobbie”. Esse é um dos principais mitos urbanos, e até desculpas, criadas por muitos músicos em Portugal. Alguns deles até gostam de evidenciar isso nas redes sociais, e “chorar” um bocadinho em vez de arregaçarem as mangas e continuarem a tentar.

Com este primeiro artigo pretendia abrir um pouco a mente a todos os leitores.
Parem e pensem. Comecem pelo inicio e perguntem a vocês próprios: “O que é o meu projeto?”, “Tem a imagem certa?”, “A comunicação está a ser feita de forma eficiente e correta?”, “É um produto para Club ou para eventos de palco?”, “Tenho o material de marketing correto para me “vender”?”

Quero que reflitam sobre isto.

Vão chegar ás respostas e isso irá ajudar-vos a que encontrem o vosso caminho.

O típico Dj não necessita de um manager nos primeiros anos de carreira. Ele tem obrigatoriamente de ser o seu próprio manager, pois só assim terá futuro e só assim conseguirá evoluir em todos os aspetos, até chegar ao saudoso ponto onde necessitará realmente de ter um manager!

Portanto, concluo com o derrube de mais um mito: Não é preciso haver manager para um DJ ter um inicio de carreira promissor, com muitas atuações e colaborações musicais pelo meio.
O trabalho de um manager é necessário quando o DJ estiver pronto a alcançar outro nível de eventos, e sobretudo, de profissionalismo.

Cumprimentos,

*João Casaleiro tem 26 anos, vive em Lisboa e trabalha nesta industria há 7 anos. Licenciado em Economia e Mestre em Gestão. Após terminar os estudos, decidiu arriscar e dedicar-se a full time, profissionalmente, á industria musical portuguesa. É fundador, produtor e manager na agencia DO HITS. Desde cedo criou vários projetos de sucesso como é o caso dos DJs KISS KISS BANG BANG. Colabora frequentemente com as principais rádios e os maiores eventos de musica em Portugal.

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