A fraca aposta nos djs nacionais

A (ainda) FRACA APOSTA NOS DJ´S NACIONAIS.

O provérbio “o que é Nacional é bom” é bem verdadeiro mas nem sempre se tiram grandes proveitos no que toca a algumas profissões.
Os dj´s são o exemplo disso, quando ainda em pleno século 21 e com tantos club´s
e bares, ainda se aposte tão fortemente em dj´s internacionais.

A verdade é que a situação já foi pior, quando durante a década de 2000-2010 o número de dj´s internacionais contratados para datas em Portugal atingiu números gigantescos mas a crise que se instalou em Portugal nos últimos anos foi favorável a muitos talentos Portugueses que começaram a ter algum espaço para mostrar o seu talento nas pistas Nacionais.

Contudo, temos ainda um longo caminho pela frente no que toca à mentalidade dura, errada, saloia e ridícula de quem pensa que os dj´s Nacionais não têm qualidade para rivalizar com os grandes nomes estrangeiros… Falamos como é obvio de todos os que têm o poder e a possibilidade de contratar artistas Nacionais, seja para club´s, bares ou festivais, pessoas estas que continuam a não acreditar que temos dentro das nossas portas artistas, que com muito apoio se podem tornar grandes fenómenos no djing.

Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Sucécia, etc, são alguns dos países onde os responsáveis dos club´s mais contratam dj´s mas a tendência pode e deve mudar, porque no fundo não se compra só talento, estamos a comprar marketing que nos é atirado aos olhos e aos ouvidos todos os dias de forma violenta.

Muitos dj´s Nacionais, os que têm possibilidades e conhecimentos para tal e que conhecem bem esta realidade optam também eles por procurar oportunidades no estrangeiro porque cá não sentem o apoio ao seu trabalho e dedicação, mas, são também inúmeros os casos de artistas Portugueses que fazem datas fora de portas em busca de algum reconhecimento para posteriormente, e através disso poderem ser reconhecidos no seu próprio país que é Portugal… mas, afinal o que está errado aqui? Simples… Temos uma máquina de marketing fraca e não acreditamos que somos realmente bons e enquanto tal não mudar seremos sempre “pequeninos” em relação ao mercado internacional.

Estamos numa fase crescente do djing em Portugal, depois de passada a “febre” do Kizomba é altura de redifinir estratégias e todos os dj´s devem definir uma estratégia para procurar datas nos club´s, bares ou festivais.
Afinal, nós somos bons no djing e produção, pois a prova disso passa pelo Club Dj Portugal todos os dias!

Em terreno Luso, todos os artistas ligados à música eletronica podem e devem adotar a postura que todos temos pelo futebol por exemplo… somos os melhores, temos os melhores jogadores e se quisermos podemos dominar mas, tal atitude deve ser seguida também por todos os responsáveis de discotecas e outros espaços que tenham a possibilidade de contratar talento Luso.

Nesta luta pelo domínio de Portugal na música eletronica não pode faltar também a mentalidade do público que deve apoiar o que é nosso mas até neste ponto não podemos deixar de afirmar com toda a segurança que o Público Nacional se vende aos dj´s internacionais e é fácil explicar isto com uma simples questão…

– Quantos os que lêm este texto já presenciaram um top dj internacional a tocar uma grande faixa e a levar a pista ao rubro e depois viram um dj Nacional a tocar a mesma faixa numa pista cheia e a não receber sequer metade do entusiasmo do público do dj estrangeiro?

Tudo isto vai ter ao que referimos em cima..
O marketing que nos é atirado aos olhos e ouvidos diariamente é de tal forma bem calculado e tão violento que não nos deixa assimilar a verdade das coisas e uma delas é que os dj´s Nacionais não recebem o apoio que deveriam receber!

Invistam no que é Nacional porque é REALMENTE BOM e não, não é apenas um provérbio.

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